Métodos de pesquisa

Dicas para realização de uma pesquisa

Esta é a primeira postagem de uma possível série intitulada “Dicas para realização de uma pesquisa…”. Desde já esclareço que não estou em condições de fornecer qualquer dica, a postagem reflete apenas meu empenho (e talvez desespero) em buscá-la. Atualmente, me encontro perante uma prateleira cheia de livros “semi-lidos” (como se isso fizesse algum sentido) e de suas respectivas “semi-fichas” (idem). Ou seja, vivo num caos físico e mental!

Estou lendo um livro sobre metodologia da pesquisa escrito por Bruno Deshaies* que achei interessante exatamente por trazer uma lista de procedimentos saudáveis a serem seguidos para evitar o que estou passando (p. 36). São eles:

1º Zelar por estabelecer à partida uma boa classificação de suas notas
2º Procurar conservar apenas o essencial e recorrer ao acessório à medidas das necessidades
3º Reflectir sobre o objecto de “sua” pesquisa
4º Determinar os meios convenientes para efectuar sua pesquisa
5º Concentrar-se no objetivo ou na finalidade do trabalho a levar a cabo para não o perder de vista
6º Ter em conta o seu leitor
7º Aprender a sentir satisfação no trabalho e por meio dele

Como em todo o manual, o texto foi escrito sob uma aura de “receita de bolo” fácil de replicar. Contudo, cá para nós, sabemos que neste nosso negócio as coisas não funcionam bem assim. Não sei se quando alguém começa sua pesquisa com os procedimentos acima em mente tem um início mais feliz do que o meu… o certo é que, depois dos percalços, estou recitando os enumerados de Deshaies como um mantra e, com disciplina, tentarei seguí-los para transformar os semi em leituras e fichas (Ah, disciplina: o desafio dos ansiosos!).

Afora o desabafo, gostaria apenas de destacar uma outra citação do próprio Deshaies (p. 25) que associo ao último e imprescindível item da lista, “aprender a sentir satisfação no trabalho e por meio dele”. Me parece que a requerida satisfação relaciona-se com a escolha de um tema que nos seja caro, considerando que:

“Quando nos colocamos na posição de investigar, começamos por dispor das nossas próprias inclinações intelectuais, cognitivas, afectivas e outras. Por outras palavras, a investigação exige uma participação íntima e pessoal no processo de conhecimento. Faz apelo a um investimento indispensável da própria pessoa.”

Era isso: dicas de pesquisa e devaneios

Referência:


* Deshaies, Bruno. Baptista, Luisa. Metodologia da investigacao em ciencias humanas. Lisboa: Instituto Piaget, c1992. 456 p. : il. (Epistemologia e sociedade ; 65)

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