Literatura

Saramago 2

Conhecer uma pessoa é muito, todas é demais. Por isso Saramago é genial. Com Todos Os Nomes, aos personagens, com frequência, ele não lhes atribuía nenhum. Afinal, para que denominar se as personalidades em muito se repetem. Alguns traços mais replicados que outros, mas, igualmente, Homens Duplicados. Por que denominar? Sua aridez, seu Ensaio Sobre A Cegueira, ou até mesmo Sobre A Lucidez, apontam para algo que preferimos não reconhecer. Na escuridão, nA Caverna, seja do sentido, seja do poder, o homem é o que é. A luz nos faz omitir o que o somos, animais de uma espécie, que faz do pensamento, da força, instrumento de dominação. Animais de espécie inferior. Pessimismo? Sim. O pessimismo saudável de quem reconhece o breu para buscar uma senda de luminosidade. Quiz eu, hoje, que A Morte tivesse se Intermitido. Sentirei saudades do infinitivo sem gerúndio, do texto sem parágrafo, da oração sem ponto, da luz na escuridão.

1 comentário

  1. É até engraçado dizer mas li poucos livros do Saramago e me encantei por eles, mas não li ainda O ensaio sobre a cegueira, por exemplo.Todos os nomes é até agora um dos meus preferidos, posso até mudar de opinião quando continuar a leitura da obra dele, mas como boa bibliotecária ele me tocou.E seguimos um pouco órfãos da sua escrita, mas as que estão aqui serão eternas.

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